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26/08/2009 - CADASTRO POSITIVO PODE DIMINUIR INADIMPLêNCIA
PRESIDENTE DO SERASA/EXPERIAN APONTOU NECESSIDADE DE CRUZAMENTO DE INFORMAçõES E CONHECIMENTO DO HISTóRICO DE DíVIDAS DO CONSUMIDOR

O uso do cadastro positivo, sistema de informação sobre crédito baseada no histórico de capacidade e disposição para pagamento de dívidas do consumidor, pode diminuir em cerca de 45% a inadimplência da pessoa física. A informação foi dada por Francisco Valim, presidente do Serasa e Experian América Latina, que falou, no Tá na Mesa da Federasul de 26 de agosto sobre o tema \"Alavancando o crescimento com inteligência\".

De acordo com Valim, existe uma compreensão geral de que o brasileiro é um mau pagador, com níveis de inadimplência que variaram entre 6,5% a 8,6% nos últimos cinco anos, nível quatro vezes maior do que os países que têm maior participação do crédito no PIB (taxa de 47% no Brasil em junho de 2009). \"Isso acontece porque existe uma seleção adversa do indivíduo tomador de crédito. A falta de informações sobre o consumidor faz com que o juro cobrado seja alto demais, por conta disso, o empréstimo só é tomado por quem realmente precisa mas o juro alto ocasiona também o aumento da inadimplência\", explicou. Atualmente, 37,35% do spread bancário é resultado da suposição do risco, segundo o executivo. \"Nós socializamos a inadimplência\", disse.

Para mudar essa situação, na visão de Valim, o cadastro positivo, já usado em países como Estados Unidos e Chile (onde, em decorrência, a inadimplência baixou e mais pessoas tiveram acesso ao crédito), fornece os mecanismos adequados, para avaliar o endividamento e risco dos consumidores, saindo do rol das informações básicas, de renda, e incluindo os compromissos financeiros anteriormente contratados, qual o valor e o prazo para pagamento e com qual perfil ele foi realizado. \"Isso ajuda a conhecer o real comprometimento da renda dos clientes\", defendeu o executivo. Com a implantação do sistema, que dependerá de mudanças na legislação do consumidor, Valim avalia que a inadimplência da pessoa física pode baixar dos atuais 8,6% para 3,8%.

Valim também ressaltou o potencial do crescimento do crédito no país, especialmente o imobiliário, que representa, atualmente, menos de 1% do PIB. \"O compartilhamento de dados aumenta a precisão nas decisões de crédito, atraindo mais clientes, mais negócios e proporcionando maior crescimento e desenvolvimento à economia\", acredita.

Fonte: Federasul



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