
APOSENTADORIAS - O governo fechou acordo com as principais centrais sindicais para uma política de reajuste das aposentadorias com valor superior a um salário mínimo (R$ 465,00) em 2010 e 2011. O novo cálculo ainda terá que passar pelo Congresso Nacional.
Pelo acordo, os benefícios acima do salário mínimo serão reajustados a partir do ano que vem considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 50% do PIB de dois anos anteriores. Ou seja, em janeiro de 2010, se a proposta for aprovada ainda neste ano no Congresso, os aposentados que ganham mais de R$ 465,00 podem receber um reajuste de mais de 6%.
O percentual leva em conta a projeção do INPC para esse ano, de 3,49%, mais a previsão do crescimento do PIB em 2008, estimado em 5,5%. Segundo o ministro da Previdência, José Pimentel, o impacto para as contas da previdência em 2010 deve ser de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Esse mesmo cálculo será aplicado em 2011, considerando os valores do PIB de 2009 e o INPC de 2010.
O acordo fechado pelo governo com as centrais prevê ainda que os trabalhadores poderão contar como tempo de contribuição o período em que estão desempregados, mas recebendo o seguro-desemprego. Para isso, terão que contribuir sobre a parcela do seguro para a Previdência Social. Não está definido ainda se essa contribuição para o INSS será compulsória ou não.
Os trabalhadores que estão a um ano de se aposentar terão o emprego garantido por lei. Segundo os sindicalistas, isso representa um avanço porque muitos empregados perdiam o emprego próximo de se aposentarem e não conseguiam o tempo mínimo de serviço para parar de trabalhar.
Fonte: Site G1
CHEQUES - O volume de cheques sem fundos emitidos em julho retornou ao nível de novembro de 2008, período de agravamento da crise financeira mundial e dos seus reflexos no País. De acordo com indicador da empresa de análise de crédito Serasa Experian, foram devolvidos 22,1 cheques a cada mil compensados no País, alta de 9,4% em relação a junho (20,2 a cada mil). Ao todo, foram emitidos no mês passado 2,31 milhões de cheques sem fundos, contra 2,14 milhões em junho.
Os economistas da Serasa atribuem esse crescimento às compras para o Dia dos Namorados (12 de junho), financiadas em sua maioria com cheque pré-datado. \"Com o inverno mais rigoroso, os presentes ficaram mais caros e os consumidores gastaram mais, fazendo dívidas\", avaliam em nota. Eles lembram que, por conta da proliferação do vírus da gripe A (H1N1) em países que são destino turístico dos brasileiros, as pessoas gastaram mais em viagens domésticas em detrimento das internacionais. \"Emitiram mais cheques no País e fizeram mais dívidas no Brasil do que em anos anteriores\", ressaltam.
O aumento do volume de cheques sem fundos também é observado na comparação anual. Em julho, a inadimplência foi 11% maior que a do mesmo mês de 2008, quando foram registrados 19,9 cheques por mil compensados, com um total de 2,36 milhões de documentos devolvidos.
De janeiro a julho deste ano, houve elevação de 14,5% no volume de cheques sem fundo a cada mil compensados, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram devolvidos em média 22,9 cheques a cada mil compensados, contra 20 em igual acumulado de 2008.
O indicador da Serasa ainda apontou a variação do número de cheques sem fundos por Estados. No acumulado de janeiro a julho, o Maranhão liderou o ranking de inadimplência do cheque, com 94,6 devolvidos para cada mil, seguido pelo Acre (93,4). Já o menor índice foi registrado em São Paulo (17,8). Entre as regiões, o maior volume foi o da Região Norte (51,8). A Região Sudeste teve o menor número de cheques devolvidos (18,9).
Fonte: Serasa Experian
COMPRAS NA INTERNET - As compras feitas pela internet no primeiro semestre deste ano totalizaram R$ 4,8 bilhões, 27% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da e-bit, consultoria de comércio eletrônico. O tiquete médio subiu 5%, para R$ 323.
De acordo com os dados divulgados pela empresa, 15,2 milhões de consumidores brasileiros já fizeram pelo menos uma compra pela internet, com crescimento de 32%. Os números não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais.
Entre os motivos do aumento no faturamento estão a entrada de duas empresas no comércio eletrônico recentemente: o Wal-Mart, em outubro de 2008, e a Casas Bahia, em fevereiro deste ano.
Os livros, revistas e jornais lideram as vendas virtuais, seguidos de saúde, beleza e medicamentos, e informática. Com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca, os eletrodomésticos ficaram com a quarta posição no ranking, com participação de 9% no faturamento _eram 6% no primeiro semestre do ano passado. Para a e-bit, essa fatia não deve ser ultrapassada no fechamento do ano.
Para 2009, a previsão é movimentar R$ 10,5 bilhões, valor 28% superior ao de 2008. A estimativa inicial era que esse crescimento ficasse entre 20% e 25%. No final deste ano, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet.
A pesquisa mostrou ainda que a participação de mercado do líder em vendas no comércio eletrônico caiu de 41,5%, no primeiro semestre de 2008, para 36,0% neste ano. Considerando os dez primeiros colocados, essa fatia passou de 76,3% para 74,1%. Uma das razões dessa descentralização são as informações disponíveis de lojas e produtos em sites de busca e comparação de preços.
Fonte: e-bit
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR - O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas) teve queda de 0,4% em agosto, indo para 111 pontos, contra 111,4 para em julho (dados com ajuste sazonal). Segundo a FGV, o resultado representa uma acomodação em novo patamar, após cinco meses seguidos de crescimento. O nível atual do indicador, apesar do recuo, ainda supera a média histórica, de 107 pontos, e o nível de agosto do ano passado, de 108,2 pontos (sem ajuste).
A maior contribuição para a redução do ICC foi a do item que mede o otimismo com a situação econômica local nos próximos seis meses. Entre julho e agosto, a proporção de consumidores que preveem melhora diminuiu de 31,7% para 29,7%; a parcela dos que projetam piora elevou-se de 13,5% para 14%.
O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 2,3%, de 111,3 para 113,9 pontos. Já o IE (Índice de Expectativas) recuou 1,7%, de 111,4 para 109,5 pontos. A proporção dos consumidores que avaliaram a situação financeira familiar como \"boa\" passou de 17,7% para 18,6%; já a dos que a julgam \"ruim\" diminuiu de 14,9% para 13,8%. Foram os indicadores mais favoráveis desde outubro de 2008, quando haviam sido, respectivamente, de 20,5% e 13,7%.
Fonte: Fundação Getúlio Vargas
CRÉDITO - O volume de operações de crédito cresceu novamente em julho e bateu novos recordes. O estoque total de dinheiro emprestado cresceu 2,6% no mês e chegou ao valor inédito de R$ 1,311 trilhão. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 20,8%.
Houve crescimento de 7,8% no mês para o crédito direcionado, que inclui os financiamentos habitacionais e rurais, entre outros. O crédito com recursos livros teve expansão de 0,4%.
O número também foi recorde na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas), passando de 43,9% em junho para 45% no mês passado. Esse indicador apresenta crescimento havia 18 meses seguidos.
Em relação aos novos empréstimos, as concessões acumuladas no mês ficaram praticamente estáveis em relação ao mês anterior. Houve queda de 1,5% no crédito para as empresas e alta de 2,5% nos financiamentos para o consumidor.
A inadimplência subiu em julho pelo oitavo mês seguido e chegou ao nível recorde de 5,9%, de acordo com o relatório de crédito do Banco Central. Antes da piora na crise financeira, estava em 4%.
Considerando apenas as empresas, a inadimplência também registrou a oitava alta seguida, de 3,4% para 3,8%. Em setembro do ano passado, estava em 1,6%. Em relação às pessoas físicas, a taxa ficou estável pelo terceiro mês, no nível recorde de 8,6% dos empréstimos do sistema bancário.
Fonte: Banco Central
CRISE - Os brasileiros ficaram ligeiramente mais céticos em relação à capacidade do governo de lidar com a crise econômica mundial, mas ainda permanecem um dos povos mais otimistas diante das turbulências atuais, indicou uma pesquisa da rede de institutos de opinião WIN (Worldwide Independent Network).
Segundo o levantamento, que ouviu mais de 21 mil pessoas em 22 países entre meados de junho e o fim de julho, os brasileiros deram uma nota de 6,1 - em uma escala de zero a dez - para quantificar sua confiança na capacidade do governo de lidar com a crise.
O percentual representa uma redução em relação às notas de 6,4, expressada em março, e de 6,7, obtida em janeiro.
Apesar da redução, o País forma, junto com a China (7,2) e a Índia (6,3), o trio de países que mais confiam em seu governo neste período de crise.
No final da lista estão o Japão, cujo nível de confiança no governo (3,3) vinha sofrendo variações dentro da margem de erro desde janeiro, e a Grã-Bretanha, onde a nota de confiança caiu de 4,5 pontos para 3,3 do início do ano para cá.
Fonte: Worldwide Independent Network
DEFESA DO CONSUMIDOR - A Comissão de Defesa do Consumidor aprovou a obrigatoriedade de as aeronaves comerciais contarem com médico ou enfermeiro na equipe de tripulação e com equipamentos de primeiros socorros em todos os voos.
As duas medidas estão previstas, respectivamente, no Projeto de Lei 2529/07, do deputado Henrique Afonso (PT-AC); e no Projeto de Lei 6454/05, do deputado Milton Monti (PL-SP).
Para o relator na comissão, deputado Elismar Prado (PT-MG), a matéria é de extrema relevância, principalmente pela impossibilidade de interrupção repentina da viagem para atender a situações de urgência envolvendo os passageiros.
O deputado incorporou duas emendas ao projeto principal (PL 6454/05). A primeira delega à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a responsabilidade por fiscalizar a presença dos equipamentos de primeiros socorros nas aeronaves. A segunda prevê a aplicação de multa para a companhia cuja aeronave realizar voo sem os equipamentos exigidos.
Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara
DESEMPREGO - A taxa de desemprego ficou praticamente estável em julho (8%), na comparação com o mês anterior (8,1%) e o mesmo mês de 2008 (8,1%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo assim, o dado atingiu o menor percentual para o mês da série histórica iniciada em 2002. A pesquisa apura o dado em seis regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo).
O contingente de pessoas sem emprego também ficou estável nas duas comparações (1,9 milhão). Já a população ocupada (21,3 milhões) cresceu 0,9% em relação a junho último e teve alta de 1,1% em relação a julho de 2008, informou o IBGE em sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
O órgão informou ainda que o número trabalhadores com carteira assinada (9,6 milhões) cresceu 1,5% em julho na comparação com o mês anterior e 4,2% em relação ao mesmo mês de 2008.
Por capitais, o maior desemprego do País foi o apurado em Salvador (11,4% ante 11,2% em junho), que mesmo assim foi a menor taxa da série histórica do IBGE para o mês na cidade. Outras capitais também tiveram recordes de menor desemprego para julho no mês passado: Porto Alegre (5,8%), Rio de Janeiro (6,3%) e Belo Horizonte (6,1%). Já em São Paulo o dado passou de 9%, em junho, para 8,9%.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
EMPREGO - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho registrou a criação de 138.402 empregos formais, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse saldo líquido positivo é resultado de 1.398.181 contratações e 1.259.779 demissões e representa um crescimento de 0,43% em relação ao estoque de empregos de junho. Segundo o ministério, o saldo é o melhor resultado do Caged para o ano de 2009.
Em julho de 2008, o Caged havia registrado um saldo positivo de 203.218 empregos formais. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o Caged acumula um saldo positivo de 437.908 empregos com
carteira assinada, o que representou um aumento de 1,37% sobre o estoque de empregos existente no fim de dezembro de 2008. Nos sete primeiros meses do ano passado, tinham sido criados 1.564.606 empregos formais.
A indústria gerou em julho um saldo líquido positivo de 17.354 empregos formais, segundo os dados do Caged. Esse foi o melhor desempenho mensal do setor desde o agravamento da crise econômica, em setembro do ano passado. Porém, segundo o Caged, o saldo entre admissões e demissões na indústria começou a ficar negativo em novembro de 2008. No acumulado de 2009 de janeiro a julho, o saldo de empregos formais na indústria ainda está negativo, em 127.123.
Ainda segundo os dados do Caged, o setor que mais se destacou em julho foi a construção civil, com saldo positivo de 32.175 postos de trabalho com carteira assinada. Nos sete primeiros meses de 2009, o setor registra um saldo positivo de 111.580 empregos formais.
Também em julho, o setor de serviços registrou saldo positivo de 27.655 vagas formais, elevando para 263.090 o número de postos de trabalho formais criados no acumulado de janeiro a julho deste ano.
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
IGP-M - O IGP-M, índice de inflação responsável pela maioria dos reajustes de aluguel, caiu 0,36% em agosto, após registrar deflação de 0,43% em julho devido a uma queda menor dos preços dos produtos agrícolas e industriais no atacado. A informação foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Os preços no atacado tiveram uma deflação de 0,61% este mês, após queda de 0,85% em julho. Os produtos agrícolas caíram 1,23%, contra recuo de 1,89% em julho. Os industriais tiveram queda de 0,41%, diante de uma taxa negativa de 0,49% no mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais caíram 0,46% em agosto, em comparação com a queda de 0,31% em julho.
Por sua vez, os preços ao consumidor subiram 0,16% em agosto, em comparação com a alta de 0,34% no mês passado. Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) registrou taxa positiva de 0,01% em agosto, em comparação com a alta de 0,37% apurada em julho.
A taxa acumulada do IGP-M é muito usada para cálculo de reajustes nos preços de aluguel. No ano, o índice acumula queda de 2,02%. Em 12 meses, a taxa acumulada do indicador também é negativa, de 0,71%. O período de coleta de preços para cálculo do indicador desse mês foi do dia 21 de julho a 20 de agosto.
Fonte: Fundação Getúlio Vargas
INADIMPLÊNCIA - A inadimplência subiu em julho pelo oitavo mês seguido e chegou ao nível recorde de 5,9%, de acordo com o relatório de crédito do Banco Central. Antes da piora na crise financeira, estava em 4%. Considerando apenas as empresas, a inadimplência também registrou a oitava alta seguida, de 3,4% para 3,8%. Em setembro do ano passado, estava em 1,6%. Em relação às pessoas físicas, a taxa ficou estável pelo terceiro mês, no nível recorde de 8,6% dos empréstimos do sistema bancário.
São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos. A taxa de inadimplência continuou subindo em julho, apesar da queda nos juros bancários. Segundo o BC, a taxa geral de juros caiu pelo oitavo mês seguido, de 36,6% em junho para 36% ao ano em julho. Trata-se da menor taxa desde dezembro de 2007 (33,8% ao ano).
Houve queda tanto nos juros para pessoas físicas (de 45,6% para 44,9% a.a.) como jurídicas (de 27,4% para 26,7% a.a.).
Fonte: Banco Central
INADIMPLÊNCIA II - Os bancos brasileiros, preocupados com a possibilidade de aumento da inadimplência em função da crise econômica, planejaram reservas muito maiores no primeiro semestre deste ano. As provisões contra calotes cresceram mais do que as taxas de inadimplência em junho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2008.
Em quase todos os bancos, tanto públicos quanto privados, as provisões cresceram mais de 50%, enquanto as taxas de inadimplência crescem pouco mais que 30% --em alguns casos até registrou queda--, no mesmo período.
Fonte: Folha de São Paulo
SACs - A Secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça e o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) lançarão um novo canal, no site do Ministério da Justiça, para avaliar o atendimento dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC). O diferencial é que essa ferramenta funcionará com a contribuição dos próprios consumidores.
O descumprimento ao Decreto nº 6523/2008 — que regulamenta o SAC — já rendeu ação por danos morais de cerca de R$ 300 milhões contra a Oi/ Brasil Telecom e a Claro. A ação, que tramita na Justiça Federal, é inédita no país e foi impetrada pelo Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).
Após um ano da publicação do decreto do call center e oito meses de vigência das normas, os órgãos de defesa do consumidor continuam registrando alto número de reclamações. Apenas no período de 1º de dezembro de 2008 a 31 de maio de 2009, os Procons registraram mais de 6 mil reclamações contra os serviços de atendimento.
Fonte: Correio Braziliense
PRODUÇÃO - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que a produção industrial em julho cresceu 1,9% em relação a junho, com ajuste sazonal, e teve queda de 10,7% na comparação com julho do ano passado. O destaque negativo ficou por conta da produção de autoveículos, que, após dois meses consecutivos de crescimento, recuou 1% na passagem de junho a julho.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda no setor de autoveículos foi de 11,5%, a décima seguida desde o agravamento da crise internacional, em outubro do ano passado. A queda de 1% foi inesperada, pois os estoques haviam se reduzido, com volume de vendas recorde em junho. Em julho, as vendas de veículos no mercado doméstico também caíram, totalizando 285.406 unidades. Já a produção de papel e papelão voltou a apresentar crescimento, avançando 2,2% em relação a junho. Após cair 0,5% em junho, a carga de energia se recuperou em julho, crescendo 1,7%.
Dentre os 27 ramos pesquisados, 13 apresentaram variação positiva. Apesar deste resultado, a sexta alta consecutiva, a indústria encerrou o primeiro semestre de 2009 com recuo de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Fonte: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
SALÁRIOS - Os assalariados tiveram, em média, aumento de 0,5% nos ganhos mensais, na comparação entre junho e maio deste ano, chegando a R$ 1.285,00, no conjunto de seis regiões metropolitanas (São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Distrito Federal). Já o rendimento dos ocupados permaneceu praticamente estável, com leve variação de 0,1% e valor de R$ 1.202,00.
Os dados constam da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento médio real dos ocupados aumentou em Porto Alegre (2%, com valor de 1.217); Recife (1,8%, R$ 740), Belo Horizonte (1%, 1.205) e no Distrito Federal (0,6%, 1.839). Em Salvador, houve redução de 2,9%, passando para R$ 967). Em São Paulo, quase não se alterou, (0,3%, R$ 1.226).
Fonte: Seade/Dieese
13º SALÁRIO - O pagamento antecipado de 50% do 13º salário para 22,8 milhões de aposentados do INSS vai injetar cerca de R$ 8 bilhões na economia, segundo estimativas do Ministério da Previdência Social.
O pagamento da primeira parcela do adiantamento --que foi depositado junto com o benefício de agosto—começou no dia 25 de agosto e vai até o dia 8 de setembro.
Os beneficiários já podem consultar o extrato mensal de pagamento na página do ministério na internet. (http://www3.dataprev.gov.br/cws/contexto/hiscre/index.html)
O ministério lembra que os aposentados que passaram a receber o benefício depois de janeiro recebem o 13º proporcional ao período. Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor, já que esse benefício é temporário.
Não têm direito ao 13º salário os seguintes benefícios: amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.
Esse é o quarto ano seguido em que o pagamento de parte do 13º é antecipado para agosto. Em acordo firmado entre governo e sindicatos, está previsto que o mesmo ocorra, pelo menos, até 2010.
Fonte: Folha de São Paulo