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13/08/2009 - O ABC DA GESTÃO FINANCEIRA PESSOAL - JULHO
AS INFORMAçõES QUE VOCê PROCURA REUNIDAS EM UM úNICO LUGAR

CARTÃO DE CRÉDITO - Nos últimos cinco anos, o peso das compras parceladas engoliram o orçamento do consumidor, sendo responsável por quase 70% das contas em atraso. O cartão de crédito é o principal vilão do índice. De 2004 para cá, o dinheiro de plástico ganhou espaço, competindo com o cheque e o crediário. Mas a facilidade de fazer prestações, para adquirir desde eletrodomésticos até alimentos e serviços do salão de beleza, chegou com o descontrole das finanças. No período, o peso dessa forma de pagamento quase dobrou no comprometimento do orçamento doméstico, saltando de um percentual de 20% para 37%. Entre as dívidas do consumidor, o cartão passou da quinta colocação no ranking das contas em atraso para o primeiríssimo lugar, ultrapassando com folga até mesmo os atrasos com as contas de luz, que historicamente têm ocupado posição de destaque no pódio do desequilíbrio financeiro.

Juntas, as dívidas com os cartões de crédito, o chamado private label (cartão de lojas) e as prestações em geral respondem por mais de 67% das contas em atraso. Os dados comparativos estão no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido em junho de 2004 e junho deste ano. Em junho de 2004, o cartão de crédito aparece entre as cinco maiores dívidas do brasileiro. Daí em diante o movimento é ascendente. Em 2006, a modalidade ganha duas posições, ocupando o terceiro lugar, e este ano dispara como líder absoluto.

Fonte: Fundação Ipead/UFMG e Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG)

 

COMÉRCIO - Depois de dois meses consecutivos apresentando taxas de crescimento expressivas (alta de 1,4% em maio e de 1,8% em junho), o movimento varejista nacional abriu o segundo semestre de 2009 com um ritmo de expansão mais moderado. Em julho, houve crescimento de 0,6% em relação o mês anterior, na série já livre de influências sazonais.

Dentre os segmentos do varejo que se destacaram no mês de julho, a proximidade do Dia dos Pais, as promoções anunciadas pelos varejistas e as baixas temperaturas registradas no mês passado proporcionaram elevação de 1,9% no movimento nas lojas de Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios.

Fonte: Serasa Experian

CRÉDITO - A quantidade de pessoas que buscaram crédito junto aos bancos e instituições financeiras em julho deste ano foi 3,5% maior do que o número de pessoas que recorreu a estas instituições em julho de 2008. Esta foi a primeira vez neste ano em que a procura por crédito aumenta na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Na comparação com o mês anterior, a demanda dos consumidores por crédito também cresceu 3,5%, o que representa o quinto mês consecutivo de variação mensal positiva. A tendência no segundo semestre é aumento da demanda, por dois fatores principais: o declínio da procura por crédito no final de 2008 e a normalização da oferta pelo sistema financeiro a partir de março de 2009.

Entretanto, no acumulado de janeiro a julho deste ano a demanda do consumidor por crédito recuou 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Mantido esse ritmo de recuperação, a demanda dos consumidores por crédito deverá encerrar 2009 com variação acumulada positiva entre 0% e 5%.

Fonte: Serasa Experian

DÍVIDAS - O Brasil está na terceira colocação no ranking de países cuja população coloca as dívidas entre suas maiores preocupações, acompanhado de Israel e países da Europa Oriental.

De acordo com pesquisa divulgada no início de julho-feira pela Nielsen, 24% dos brasileiros colocam o não pagamento de compromissos financeiros entre suas principais preocupações. Na Turquia e na Arábia Saudita, que dividem a primeira posição, o total de respostas para o item foi de 28%. A lista segue com a Colômbia, que está na segunda posição, com 26% das respostas.

A pesquisa foi realizada em 50 mercados ao redor do mundo, com 25.140 consumidores, entre os dias 19 de março e 2 de abril deste ano.

Quando analisadas todas as preocupações dos brasileiros, a pesquisa identificou que as dívidas estão em terceiro lugar, atrás de estabilidade no emprego e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Fonte: InfoMoney

INADIMPLÊNCIA - Em 2008, a inadimplência registrada nas instituições de Ensino Superior do estado de São Paulo foi a maior da década. Segundo dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), o percentual de não pagantes atingiu 24,5%.

Quando analisada somente a região metropolitana do estado, que representa 57% das matrículas, o índice é 10 pontos percentuais superior ao registrado em todo território paulista, ficando em 34,5%, um aumento de 23% em relação ao ano de 2007.

Já no interior do estado houve uma alta de 8,87% entre 2008 e o ano anterior, passando de uma taxa de 14,9% para 16,3%, em um ano.

No que diz respeito ao porte das instituições, as pequenas, com até 1.500 alunos, registrou inadimplência de 25,2% no ano passado. Nos estabelecimentos de médio porte, o índice foi de 19,8% e nas de grande porte, de 31,1%, no período analisado.

Ainda de acordo com o Sindicato, em 2009 a situação não é muito diferente. No primeiro bimestre do ano, a inadimplência no setor registrou aumento de 11%, se comparado com o mesmo período de 2008.

Os números demonstram que a crise econômica mundial afetou sensivelmente o Ensino Superior privado, aprofundando as dificuldades já enfrentadas pelo setor, como falta de linhas de financiamento adequadas ao aluno e o aumento da participação das classes C e D.

Os programas de financiamento estudantil deixam muito a desejar - somente 5,6% dos alunos matriculados no Ensino Superior privado são beneficiados pelo ProUni e 6,9% têm acesso ao Fies.

QUALIDADE DE CRÉDITO DO CONSUMIDOR - O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do consumidor - quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito - registrou queda de 0,1% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2009.

O indicador, criado com base nos modelos estatísticos de avaliação de risco de crédito utilizados pela Serasa Experian, atingiu o patamar de 78,9 no segundo trimestre de 2009, frente aos 79,0 pontos do primeiro trimestre. Vale lembrar que, no último trimestre de 2008, esse número fechou em 78,8 pontos mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2008, quando se iniciou o agravamento da crise financeira internacional com a quebra do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro, nos Estados Unidos. Ou seja, a qualidade de crédito do consumidor passou ilesa ao movimento de turbulência financeira internacional, não demonstrando deterioração a partir do quarto trimestre de 2008.

O período de piora da qualidade de crédito do consumidor iniciou-se a partir de 2007 devido ao rápido aumento do endividamento das famílias, acompanhado pela posterior elevação da inadimplência (veja parágrafo seguinte), agravado conjunturalmente pelas medidas de aperto monetário (elevação do IOF e da taxa básica de juros) executadas pela Autoridade Monetária em parte relevante de 2008.

Fonte: Serasa Experian

POUPANÇA - Em época de crise, a preocupação em guardar dinheiro é maior do que a vontade de consumir, porém, esse comportamento não é verificado entre os brasileiros. Segundo indicou uma pesquisa global da Nielsen, enquanto 36% dos consumidores do País se preocupam em depositar o dinheiro excedente na poupança, 39% gastam esses recursos com roupas novas.

Além disso, 50% destinam a quantia que sobra no fim do mês para o entretenimento fora de casa, 41% gastam em produtos com novas tecnologias e 38% em melhorias para o lar. A preocupação com o pagamento de dívidas, empréstimos e cartões de crédito também é maior do que a preocupação com a poupança, com 41% das pessoas destinando os recursos para esse fim.

Apenas o quesito Viagem e Férias apresentou um percentual de destino dos recursos excedentes menor do que a poupança, de 26%. No total, 40% dos brasileiros acreditam que o momento seja bom para compras, contra 33% da média da América Latina.

Na média da América Latina, a preocupação com o pagamento de dívidas (45%) também é maior que a poupança (42%), porém, quando se considera, gastos com roupas novas (32%), melhorias para o lar (32%), entretenimento fora de casa (39%) e novas tecnologias (28%), em geral, os latinos-americanos dão uma preferência menor do que à economia de dinheiro.

Quando se trata de poupar, o Brasil é o último da região, sendo que os mexicanos (50%) e os argentinos (49%) são os mais preocupados em depositar o dinheiro excedente na poupança. Considerando o pagamento de dívidas e empréstimos, todos os países apresentaram preocupações maiores com esse quesito, com exceção da Argentina, onde 34% dos consumidores destinam os recursos excedentes para esse fim.

Em todo o mundo, a maior parte dos consumidores está poupando o dinheiro excedente (48%), em vez de pagar dívidas e empréstimos (32%). Na região da Ásia/Pacífico, 60% dos consumidores estão mais preocupados em poupar, enquanto na Europa Ocidental, essa preocupação é menor, de apenas 36%.

Fonte: InfoMoney

VEÍCULOS - A antecipação das compras de veículos em junho, quando terminaria a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor, afetou vendas e produção do setor em julho, apesar de o governo ter prorrogado o benefício.

No mês passado foram vendidas 285.416 unidades, queda de 4,9% em relação ao mês anterior e de 0,9% na comparação com julho de 2008. A produção somou 281.626 unidades, declínio de 0,9% em relação a junho e 11,5% sobre julho do ano passado.

Fonte: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos



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