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10/08/2009 - O ABC DA GESTÃO FINANCEIRA PESSOAL - JUNHO
AS INFORMAçõES QUE VOCê PROCURA REUNIDAS EM UM úNICO LUGAR

CASA PRÓPRIA - O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança para compra de casa própria cresceu 29% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Os empréstimos para compra de imóveis somaram R$ 8 bilhões no período. No semestre, o número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil.

Os financiamentos para construção caíram 24% na comparação com o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise econômica mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões.

No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2008. Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, com queda de 6,78% em relação a junho do ano passado e alta de 24,7% ante maio. Foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% a menos que no mesmo mês do ano passado e aumento de 24,1% ante maio.

Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança

CHEQUES SEM FUNDO - Em junho de 2009 houve uma queda de 19,8% no número de cheques devolvidos por falta de fundos, em cada mil compensados, na relação sobre o mês anterior. No sexto mês do ano foram devolvidos 20,2 cheques a cada mil compensados e em maio foram 25,2 devoluções a cada mil compensações. Ao todo, foram devolvidos em junho 2,14 milhões de cheques e compensados 105,96 milhões.

Em maio, o levantamento verificou 2,49 milhões de devoluções e 98,74 milhões de compensações de cheques. Apesar de junho deste ano ter tido um dia útil a mais que o mês anterior, além do Dia dos Namorados e do feriado prolongado de Corpus Christi, o impacto na inadimplência com cheques foi menor que o verificado em maio. O recuo é reflexo do início da recuperação econômica, com a volta do crédito para o consumidor, com prazos mais longos e juros mais baixos.

Já na relação entre o primeiro semestre de 2009 e o mesmo período de 2008, o volume de cheques devolvidos a cada mil compensados apresentou uma elevação de 15%. De janeiro a junho deste ano, foram registradas 23 devoluções de cheques a cada mil compensações, enquanto que no primeiro semestre do ano anterior, foram devolvidos 20 cheques a cada mil compensados.

Fonte: Serasa Experian

COMPORTAMENTO - De acordo com um estudo realizado pela Fellipelli, 53,3% dos profissionais brasileiros trabalham de forma mais convencional e tendem a fugir dos riscos, optando por não confrontar outras pessoas, permanecendo em uma zona de conforto.

A pesquisa, divulgada no início de junho, foi realizada com 21.602 trabalhadores brasileiros, ao longo de 2008, tendo por base ferramentas de análise de tipos psicológicos, que determinam as preferências de cada indivíduo.

A inovação é uma competência presente em apenas 12,1% dos profissionais. Por ser pequeno, o percentual indica que o potencial de renovação e de
competitividade das empresas têm ficado aquém do nível satisfatório.

Embora todos os tipos psicológicos de profissionais contem com pontos a favor e outros contra, não existe um padrão ideal de profissional a ser atingido. A diversidade no meio corporativo é fundamental para garantir o bom andamento dos negócios.

Fonte: InfoMoney

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR - As vendas de celulares registraram uma queda de 11,9% em todo o mundo, na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, segundo a consultoria ABI Research.


Uma das razões para a queda foi o fato de que muitos consumidores estão percebendo que seus atuais aparelhos já possuem os serviços e dispositivos que desejam, adiando, assim, a troca do celular por um mais atualizado até que tenham mais segurança quanto ao futuro e a economia.

Entre as regiões, a América Latina obteve destaque com a maior queda, de 28% na comparação anual, devido, principalmente, à valorização do dólar - ocorrida no primeiro trimestre - que fez os preços dos aparelhos importados aumentarem.

No total, foram comercializados 255,6 milhões de unidades, 35 milhões a menos do que nos três primeiros meses do ano passado. Na comparação com o último trimestre de
2008 a
queda foi ainda mais intensa, de 20%.

Quedas nas vendas também deverão ser registradas nos próximos trimestres, além de uma redução na produção. Além da América Latina, a Ásia teve destaque nos resultados de vendas, com a menor queda entre as regiões, de 8%, apesar de estar enfrentando fortes dificuldades econômicas.

Fonte: InfoMoney

CRISE - Em tempos de crise, até os consumidores mais abastados estão de olho nos preços. Tanto é que 80% dos consumidores das classes A e B estão prontos a trocar a fidelidade de marcas e lojas por preços mais em conta, desde que a qualidade dos produtos seja similar.

 

A constatação é da Pesquisa Social Odes 2009 - \"Consumo em Tempos de Crise\", do Observatório de Sinais. Segundo o levantamento, a crise fez com que 79% dos entrevistados pesquisem mais antes de comprar.


Apesar de prestar mais atenção nos preços, essa parcela da população ainda relaciona a satisfação pessoal com o consumo. Para 76% dos consumidores entrevistados, existe uma correlação entre essas duas esferas.


Ainda segundo o levantamento, além do preço, os consumidores buscam saber a origem do que estão comprando. Para 33% dos pesquisados, a procedência do produto chega a ser fator determinante para a compra. Outros 28% consideram o modo de fabricação como determinante na hora de levar o produto para casa.

 

A pesquisa também revelou que 23% dos entrevistados estão totalmente satisfeitos com sua vida, ao passo que 66% estão parcialmente satisfeitos. Entre as mulheres com idade entre 35 e 49 anos, no entanto, o índice de satisfação alcança apenas 20%.


Outro ponto levantado pelo Observatório é com relação à \"ética capitalista\", diante da qual 49% concordaram que o acúmulo de bens e mercadorias não prejudica ninguém. Entre os entrevistados, 16% afirmaram que \"não sendo contra lei, vale tudo para ganhar dinheiro\".

Fonte: InfoMoney

 

DEMANDA DO CONSUMIDOR POR CRÉDITO - O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito registrou crescimento de 4,0% em junho de 2009 na comparação com o mês anterior (maio/09). Com este crescimento, a demanda do consumidor por crédito encerrou o primeiro semestre de 2009 acima do patamar registrado em outubro de 2008, mês em que a crise financeira internacional desembarcou, de fato, sobre a economia brasileira.

Junho representou o quarto mês consecutivo no crescimento da demanda do consumidor por crédito, refletindo, não apenas o fato de que o grau de confiança dos consumidores sobre os rumos da economia tem crescido mês após mês, mas, também a constatação de que as condições de crédito para as pessoas físicas, sobretudo no que dizem respeito a prazos e custos, já se encontram mais favoráveis do que estavam ao início do 4º trimestre de 2008.

Apesar desta recuperação dos últimos meses, no acumulado do primeiro semestre de 2009, a demanda do consumidor por crédito registrou recuo de 6,8% ante o mesmo período do ano passado. Quando observamos as variações anuais, isto é, sobre os mesmos meses do ano anterior, notamos que junho de 2009 registrou a menor queda de todo o 1º semestre (-1,2% sobre junho de 2008), sinalizando que ao longo do segundo semestre, muito provavelmente, começaremos a presenciar taxas anuais positivas de expansão da demanda do consumidor por crédito.

Fonte: Serasa Experian

FALÊNCIAS - Apesar dos sinais cada vez mais consistentes de recuperação econômica, as empresas ainda não têm normalizado o financiamento de suas atividades. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, foram registradas no primeiro semestre de 2009, 1169 pedidos de falências. No mesmo período de 2008, foram verificados 1170 requerimentos.

O número de falências decretadas, por sua vez, apresentou queda na relação entre os acumulados. De janeiro a junho de 2009, foram 405 decretos, contra 482 nos seis primeiros meses do ano anterior. Mesmo com as empresas tendo dificuldades financeiras por conta da crise, não apresentam um quadro falimentar mais grave do que aquele registrado no primeiro semestre do ano passado, quando a conjuntura econômica era outra, mais favorável. A utilização da recuperação tem sido uma alternativa à falência.

Os requerimentos de recuperação judicial somaram 391 eventos nos seis primeiros meses deste ano, acima dos 137 analisados no primeiro semestre de 2008. Para os técnicos, esse aumento deve-se aos principais efeitos da crise: menor oferta de crédito doméstica e internacional, queda da atividade econômica e recessão nas economias mais desenvolvidas.

Quanto às recuperações judiciais deferidas, houve 256 pedidos no acumulado de janeiro a junho de 2009, e 90 no mesmo período de 2008. Houve, ainda, 43 recuperações judiciais concedidas no primeiro semestre de 2009, acima das 6 concessões observadas nos seis primeiros meses de 2008. Ambas evoluindo por conta da crise.

 

INADIMPLÊNCIA DAS EMPRESAS - Mesmo com o sexto mês do ano tendo um dia útil a mais que o mês anterior, a inadimplência das empresas apresentou queda de 9,6% em junho de 2009, na comparação com maio último. A recente volta gradual do crédito e os juros mais baixos para as empresas, gerando um alívio para a administração do fluxo de caixa, justificam tal recuo. O crescimento do consumo a partir de abril e a desaceleração da inadimplência dos consumidores também contribuíram para o quadro favorável.

Já na análise semestral os efeitos da crise econômica foram visíveis. De janeiro a junho de 2009, a inadimplência das empresas cresceu 30,3%, quando comparado com o primeiro semestre de 2008. Os efeitos da crise foram muito negativos para as empresas, ocasionando grande queda da atividade econômica, além do fato das linhas de financiamento, internas e externas, terem praticamente secado. As empresas, sobretudo no primeiro trimestre do ano, tiveram que rever suas estratégias de produção, comercial e de estoques, por conta da demanda comprimida de crédito e da falta de recursos. 

Fonte: Serasa Experian

INADIMPLÊNCIA DOS CONSUMIDORES - Após picos de elevação entre dezembro de 2008 e março de 2009, em decorrência da crise econômica, a inadimplência dos consumidores demonstra sinais de estabilização ao fim do primeiro semestre de 2009. A inadimplência dos brasileiros cresceu 10,4% no período de janeiro a junho deste ano, quando comparada ao mesmo período do ano anterior.

Neste primeiro semestre de 2009 houve dois comportamentos distintos da inadimplência dos consumidores. No primeiro trimestre, ainda refletindo com maior intensidade os efeitos da crise financeira internacional, houve um crescimento de 11,4% na inadimplência das pessoas físicas em comparação com o primeiro trimestre de 2008. Já neste segundo trimestre, o crescimento em relação ao segundo trimestre de 2008 recuou para 9,4%, estabilizando-se em relação ao crescimento verificado no ultimo trimestre de 2008, que também foi de 9,4% em relação ao quarto trimestre de 2007.

O menor crescimento do crédito no primeiro semestre, especialmente no seu início, reflete a perda de fôlego da inadimplência dos consumidores. A expectativa é de queda na inadimplência, a partir de agora, em decorrência das melhores condições da atividade econômica e do emprego.

Já na variação mensal – junho de 2009 sobre maio último –, a inadimplência do consumidor caiu 2,1%, apesar do sexto mês do ano ter tido um dia útil a mais que o mês anterior. Na análise anual (junho de 2009 ante junho de 2008), a inadimplência das pessoas físicas apresentou uma elevação de 11%.

No primeiro semestre de 2009, o ranking de representatividade da inadimplência dos consumidores foi liderado pelas dívidas com bancos, com 43,9% de participação no indicador. No acumulado de janeiro a junho de 2008, esta representação foi de 43,2%. Em seguida, estão as dívidas com cartões de crédito e financeiras, que representaram 36,8% da inadimplência das pessoas físicas nos seis primeiros meses deste ano. Em 2008, no primeiro semestre, tal participação foi de 32%.

Os cheques sem fundos aparecem na terceira colocação do ranking, com 17,5% de participação no período de janeiro a junho de 2009, abaixo dos 22,5% verificados no primeiro semestre do ano anterior.

Fecham o ranking os títulos protestados, que nos seis primeiros meses de 2009 tiveram uma representatividade de 1,9%. No acumulado de janeiro a junho de 2008, esta representação foi de 2,3%.

Fonte: Serasa Experian



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