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10/12/2009 - NEWSLETTER DEZEMBRO
CONHECIMENTO ESTRATéGICO PARA ESCOLHAS SAUDáVEIS

NEWS DEZEMBRO – O ABC DA GESTÃO FINANCEIRA PESSOAL

 

 

Brasil é mais desigual que Argentina no IDH

As desigualdades regionais no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil são quase o dobro das da Argentina, de acordo com os números mais recentes dos dois países. A distância entre o maior IDH brasileiro (de Brasília) e o menor (Alagoas) é 95% maior que o fosso entre o máximo (província de Buenos Aires) e o mínimo (Formosa) argentino.

Os números da Argentina estão no Relatório de Desenvolvimento Humano da Argentina, recém-divulgado pelo PNUD, e referem-se a 2006. Os do Brasil estão no estudo Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente – A experiência brasileira recente, lançado no ano passado, e são de 2005.

Embora o IDH do Distrito Federal (o maior do Brasil, de 0,874) supere o índice da província autônoma de Buenos Aires (o maior IDH da Argentina, com 0,869), no extremo oposto a vantagem se inverte. O pior índice argentino (Formosa, com 0,768) é maior do que o de metade dos Estados brasileiros, ficando muito acima de Alagoas, com 0,677. Na Argentina, 15 das 24 províncias podem ser consideradas de alto desenvolvimento humano (IDH igual ou maior a 0,800); no Brasil, apenas 10 de 27 unidades da federação.

Além disso, a desigualdade regional também caiu mais na Argentina, apesar da crise enfrentada pelo país no início desta década. De 1996 a 2006, a diferença entre a província argentina com pior e a com melhor IDH recuou 10%; no Brasil, de 1995 a 2005, a diminuição foi de 9%.

“O Brasil, historicamente, tem grandes diferenças entre as regiões Sudeste e Norte e Nordeste, que se refletem em indicadores sociais muito desiguais. A industrialização concentrada no Sudeste na década de 50 levou a fluxos de migração nos anos 70 e 80 que aprofundaram a desigualdade. As regiões mais populosas receberam mais verbas para infraestrutura e o Nordeste foi desfavorecido, criando condições piores de serviços públicos”, analisa Renato Baumann, diretor do escritório da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe) no Brasil e coordenador do estudo que traz o IDH dos Estados brasileiros.

Na Argentina, observa o economista, isso não aconteceu com a mesma intensidade. “A distribuição é mais homogênea, herança um pouco do modelo de imigração. Ao contrário do Brasil, que baseou suas atividades no trabalho escravo durante muito tempo, a Argentina começou mais cedo a receber migração para trabalho assalariado na manufatura do couro, o que pesa menos que a escravidão em termos de indicadores sociais para as próximas gerações”, compara Baumann.

FONTE:PNUD por TIAGO MALI (da PrimaPagina)

 

Brasileiro deve consumir mais em 2010


O brasileiro deve consumir mais em 2010 do que em 2009. Segundo prevê análise da MB Associados, em agosto do próximo ano, no acumulado de 12 meses, as vendas no varejo somarão R$ 103 bilhões a mais, voltando ao pico atingido em meados de 2008.

Somente em dezembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o consumidor deve gastar R$ 10,4 bilhões a mais. Tais acréscimos, ainda de acordo com a MB Associados, deve-se, em parte, ao dinamismo interno da economia, além das políticas monetária e fiscais extremamente expansionistas.

FONTE: INFOMONEY

 

Pessoas físicas superam estrangeiros em participação na Bolsa


Investidores pessoa física passaram os estrangeiros em participação no volume total negociado na BM&F Bovespa, revelaram dados divulgados nesta sexta-feira (6).
Em novembro, a participação dos investidores de varejo ficou em 30,28%, ante 30,53% um mês antes. Apesar da queda, a presença das pessoas físicas superou a dos aplicadores do exterior, que passaram de uma proporção de 33,67% em outubro para 29,51% em novembro.

Participação
A queda na participação dos estrangeiros se dá em um momento em que o governo anunciou medidas para conter a entrada de recursos internacionais, devido à desvalorização do dólar.
No dia 19 de outubro, o governo anunciou que taxaria o investimento estrangeiro nos mercados de renda fixa e variável com a incidência de 2% de IOF ( Imposto sobre Operações Financeiras), com o objetivo de conter a queda do dólar. Passado praticamente um mês, foi anunciada uma nova taxação, agora para quem investir nas ações brasileiras listadas na Bolsa de Nova York. Neste caso, a aplicação é feita no exterior, mas o papel permanece no Brasil.

FONTE: Por: Flávia Furlan Nunes – InfoMoney)


Décimo terceiro: classes A e B planejam gastar segunda parcela em compras



Segundo levantamento realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 24,4% dos brasileiros devem gastar a segunda parcela do décimo terceiro em compras. Considerando as faixas de renda da população, a quantidade de presentes neste Natal será maior entre os consumidores das classes A e B, os mais dispostos a gastar.
De acordo com a pesquisa, 29,1% dos brasileiros de maior renda pretendem usar a segunda parcela do décimo terceiro em compras. Já entre os consumidores da classe C, essa intenção é verificada em 26,8% dos entrevistados. Entre os que pertencem às classes D e E, 16,8% farão o mesmo.

Dívidas e poupança
O levantamento também constatou que a parcela dos entrevistados que pertencem às classes A e B que pretende poupar a segunda parcela do benefício é praticamente a mesma dos que pertencem às classes D e E: 30,6% e 30%, respectivamente. Já entre os consumidores da classe C, 26,8% dizem que irão guardar o recurso.
Os consumidores da classe C são os que mais pretendem pagar dívidas com a segunda parcela do décimo terceiro: 24,5% afirmam que farão isso. Entre os entrevistados que pertencem aos segmentos menos abastados da população (D e E), 20% afirmaram que aproveitaram o recurso para pagar dívidas e 16,1% dos pertencentes às classes A e B disseram que farão o mesmo.

Os entrevistados de maior renda são os que têm a maior pretensão de viajar com o dinheiro ganho: 8,1% destinarão os recursos para uma viagem. Entre os consumidores da classe C, o percentual é de 4,9% e, entre as classes D e E, de 3,3%.
A compra/reforma da casa também está nos planos dos entrevistados que se encontram nas classes D e E - 3,3%. A ACSP verificou que 2,4% dos consumidores da classe C também utilizarão a segunda parcela do décimo para compra/reforma da casa.

Indecisão
De acordo com a pesquisa, o maior grau de indecisão sobre o que fazer com a segunda parcela do benefício se encontra entre os consumidores das classes D e E: 23,3% de respostas, ao passo que 14,5% dos entrevistados das classes A e B também estão indecisos e 12,2% daqueles que pertencem à classe C.

 

FONTE: InfoMoney

Alta renda impulsiona recuperação na procura por crédito, aponta Serasa


Os consumidores que pertencem às classes de maior renda impulsionaram o crescimento na demanda por crédito, após três meses consecutivos de queda no Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado nesta terça-feira (8).
O indicador mostra que, em novembro, houve recuperação na procura dos consumidores por crédito em bancos, financeiras, crediários, cartões de crédito, etc. O aumento foi de 2,1% frente ao mês imediatamente anterior.
O destaque é dos consumidores com renda entre R$ 500 e R$ 1.000, que registraram elevação de 3,1% na busca por crédito, na comparação com outubro.

A única faixa que apresentou diminuição na demanda foi a de consumidores de renda de até R$ 500: -2,7% na demanda, em relação a outubro.

Comparação anual
Na comparação com outubro de 2008, também apenas a baixa renda registrou queda na procura por crédito (-8,9%). A maior alta anual é da faixa de renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, com aumento de 14,2%.

Acumulado
No acumulado de 2009, todas as faixas de renda, exceto a mais alta, apresentam queda na demanda por crédito, se comparadas ao mesmo período acumulado de 2008. A baixa renda apresenta o recuo mais acentuado (-11%), seguida pela faixa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil (-4,4%) e R$ 2 mil e R$ 5 mil (-2,2%).

Entre aqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1 mil a queda foi de 2,6% nos 11 meses deste ano. Entre os que ganham entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, a retração foi de 0,2%. Entre os que ganham acima de R$ 10 mil, a demanda permaneceu estável.


Indicador
Lançado este ano pela Serasa Experian, o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito mede a procura por crédito das pessoas físicas durante um determinado mês. A base de dados é formada por cerca de 11,5 milhões de CPFs.

 

FONTE: InfoMoney



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